Vídeo contra ato de Lula vira alvo do TSE por imagens fora de contexto
Vídeo contra ato de Lula vira alvo do TSE por imagens fora de contexto
O Tribunal Superior Eleitoral entrou no centro da batalha pelas imagens do ato pró-Lula na Avenida Paulista. O ministro Marco Aurélio Bellizze determinou que Pablo Marçal, Flávio Bolsonaro e Carlos Bolsonaro removessem, em até 24 horas da intimação, um vídeo que vinculava uma garota supostamente usando cocaína à manifestação. A gravação original havia sido publicada no X um dia antes e aparentemente foi feita no Chile. Para o relator, houve “grave manipulação por descontextualização”.
A campanha de Lula sustenta que não se tratou apenas de crítica política. Segundo a coligação, os vídeos combinaram imagens antigas ou sem relação comprovada com o evento para associar os manifestantes a drogas, vandalismo e terrorismo. Os advogados classificaram a estratégia como “desinformação de segunda geração”: fatos ou cenas reais seriam selecionados e retirados de contexto para produzir uma conclusão falsa. A ação apontou cerca de 1,1 milhão de visualizações no Instagram.
Do outro lado, os conteúdos atribuídos a aliados de Flávio apresentavam as cenas como argumento contra o ato e terminavam com apelos eleitorais. Em uma das transcrições anexadas ao processo, Lucas Pavanato orientava seguidores: “Convença indecisos a votar no Flávio usando essas imagens”. A coligação pediu não apenas a retirada em 24 horas, mas a proibição de novas versões e multa de R$ 30 mil por publicação para cada responsável.
O contraste é direto: os autores das postagens tentaram retratar as imagens como evidência sobre a manifestação; a campanha governista e o relator entenderam que a montagem criava uma ligação inexistente entre cenas anteriores e o evento. Os materiais fornecidos não trazem manifestação dos citados em resposta à decisão.
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