Busca na casa de Ilhan Omar acirra confronto com governo Trump
Busca na casa de Ilhan Omar acirra confronto com governo Trump
Agentes da Homeland Security Investigations (HSI), braço investigativo do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE), fizeram uma busca na residência de Ilhan Omar, na região de Washington, na madrugada de segunda-feira, 12. A operação foi amparada por um mandado judicial e estaria ligada aos documentos migratórios da família da deputada democrata, nascida na Somália.
De um lado, o governo sinaliza que a investigação pode ter consequências severas. Markwayne Mullin, indicado por Donald Trump para comandar o Departamento de Segurança Interna, havia antecipado possíveis desdobramentos: “Se conseguirmos provar que você não deveria estar aqui desde o início, vamos deportá-la”. Os documentos teriam sido assinados pelo pai de Omar, já falecido, quando ela ainda era criança.
Do outro, Omar rejeita a suspeita e enquadra a operação como perseguição. Em publicação no X, afirmou estar bem, mas acusou o governo de tentar “atingir inimigos políticos e transformar a aplicação da lei federal em uma arma”. A parlamentar também disse ser alvo, há uma década, de “mentiras infundadas” e “campanhas de difamação” promovidas por Trump.
A divergência central, portanto, vai além da legalidade migratória: enquanto representantes do governo apontam para uma apuração capaz de colocar até a permanência de Omar no país em questão, ela vê a ação como intimidação destinada a silenciar uma adversária política. “Não me calarei”, escreveu.
A operação ocorre quando Omar se prepara para buscar o quinto mandato por Minnesota nas eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro. Isso eleva o peso político de uma investigação que, para o governo, trata de imigração — e, para a deputada, de retaliação.
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