Pró-governo diz que julgamento de Russell Brand expõe acusações graves e uma defesa de inocência
Pró-governo diz que julgamento de Russell Brand expõe acusações graves e uma defesa de inocência
O julgamento criminal de Russell Brand começou em Londres com duas narrativas prestes a se enfrentar no tribunal: a promotoria tentará sustentar acusações envolvendo seis mulheres; a defesa insistirá na inocência do ator e comediante britânico.
Brand responde a três acusações de estupro, três de agressão sexual e uma de atentado ao pudor. Os episódios atribuídos a ele teriam ocorrido entre 1999 e 2009. A seleção de 12 jurados abre o processo no Tribunal da Coroa de Southwark, antes das sustentações iniciais de acusação e defesa. O julgamento pode durar até dois meses, período em que Brand continuará em liberdade provisória.
As duas reportagens concordam nos pontos centrais: são sete acusações, todas negadas pelo réu, e o caso ganhou impulso após investigações jornalísticas publicadas em 2023. O contraste aparece no enquadramento. Uma privilegia o calendário e os procedimentos do tribunal; a outra recupera como o processo se ampliou — das acusações relacionadas a quatro mulheres para a inclusão posterior de outras duas.
Essa segunda abordagem também acrescenta uma declaração recente de Brand sobre ter mantido relações com uma jovem de 16 anos quando tinha 30. Embora essa fala não equivalha a uma admissão das acusações julgadas, ela amplia o escrutínio sobre sua conduta passada. “Reconheço que minha conduta sexual no passado foi egoísta e que eu não considerei o suficiente, quase nada, eu diria, como esse sexo estava afetando outras pessoas”, afirmou.
Agora, o centro da disputa deixa as reportagens e passa ao tribunal. Caberá à promotoria demonstrar cada acusação; à defesa, contestar as provas. Aos jurados, decidir entre versões frontalmente opostas.
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