Cheia muda visita às Cataratas, mas restrições diferem nos dois lados da fronteira
Cheia muda visita às Cataratas, mas restrições diferem nos dois lados da fronteira
A força do rio Iguaçu alterou a rotina turística nas Cataratas, mas não da mesma forma em toda a fronteira. No lado argentino, autoridades fecharam os setores turísticos após a vazão superar 12 mil metros cúbicos por segundo — mais de seis vezes a média. Horas depois, porém, o parque informou ter registrado um “declínio gradual” que permitiria “suspender a restrição preventiva de acesso e normalizar as atividades” na terça-feira.
No lado brasileiro, a resposta foi mais localizada. A passarela das Cataratas foi interditada preventivamente quando a vazão chegou a 8,8 milhões de litros por segundo, ante uma média histórica de 1,5 milhão. Também foram suspensos os acessos aos caminhos do Poço Preto e das Bananeiras. A diferença central: a visitação geral continuou, com a Trilha das Cataratas e os mirantes mantidos abertos.
As duas administrações convergem no argumento da segurança e no caráter temporário das medidas. Equipes da concessionária Urbia+Cataratas e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade acompanham o volume do rio no Brasil, onde a passarela só deverá reabrir quando houver condições seguras. Na Argentina, a redução da vazão já apontava para uma normalização mais rápida.
O episódio ocorre em meio a um quadro mais amplo de chuvas associadas ao El Niño. Além do Iguaçu, os rios Paraná e Uruguai registraram elevação, com impactos em áreas ribeirinhas argentinas. A cheia atual também revive a cautela deixada por eventos de 2023 e 2024, quando o avanço das águas danificou passarelas na região da Garganta do Diabo.
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