Pró-governo diz que recurso do Fla-Flu pode empurrar Vasco x Boca para o Paraguai

O consórcio que administra o Maracanã tenta derrubar no STJ a autorização obtida pelo Vasco. Enquanto a disputa judicial continua, os ingressos estão esgotados e a Conmebol admite transferir a semifinal para o Paraguai.
Pró-governo diz que recurso do Fla-Flu pode empurrar Vasco x Boca para o Paraguai

Pró-governo diz que recurso do Fla-Flu pode empurrar Vasco x Boca para o Paraguai
O palco de Vasco x Boca Juniors continua sendo decidido longe do gramado. O Consórcio Fla-Flu, administrador do Maracanã, recorreu ao Superior Tribunal de Justiça para suspender a decisão do Tribunal de Justiça do Rio que recolocou no estádio a partida de volta da semifinal da Copa Sul-Americana. O pedido deverá ser analisado pelo presidente do STJ, Luis Felipe Salomão, que pode declarar impedimento por ser tio de um ex-vice-presidente do Vasco.

De um lado, o consórcio mantém sua ofensiva jurídica depois de conseguir, no fim de semana, uma liminar contrária ao uso do estádio. Do outro, o Vasco se apoia na nova decisão do desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto — e na prioridade prevista no termo de concessão para partidas organizadas pela Conmebol e pela CBF.

O magistrado rejeitou os argumentos apresentados pelo Fla-Flu, incluindo o possível conflito com um jogo de basquete entre Flamengo e Botafogo no Maracanãzinho. Também considerou “descabida a alegação de perda do objeto” por causa do prazo para informar o local à Conmebol. O Ministério Público do Rio celebrou a decisão, defendendo o Maracanã como a alternativa mais segura.

Enquanto os tribunais trocam sinais, a torcida já deu seu veredicto: o Vasco esgotou entre 60 mil e 65 mil ingressos para o confronto marcado para 20 de outubro de 2026, às 21h30. Mais de 45 mil bilhetes haviam sido vendidos antes da primeira reviravolta judicial; a carga restante desapareceu rapidamente após a nova autorização.

A pressão agora vem também de fora. A Conmebol avisou ao Vasco que, se outra decisão impedir o uso do Maracanã, a semifinal será transferida para o Paraguai. Assim, o recurso do consórcio contrapõe a gestão do estádio à segurança defendida pelo MP-RJ e ao planejamento de uma torcida que já lotou, ao menos no papel, as arquibancadas.

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