MDB racha no segundo turno e entrega apoios decisivos a Lula e Flávio Bolsonaro

Sem consenso nacional, o MDB se dividiu: 16 diretórios aderiram a Flávio Bolsonaro, enquanto dez representações do Norte e Nordeste defendem Lula e a continuidade de políticas sociais.
MDB racha no segundo turno e entrega apoios decisivos a Lula e Flávio Bolsonaro

MDB racha no segundo turno e entrega apoios decisivos a Lula e Flávio Bolsonaro
O MDB chega ao segundo turno formalmente sem candidato, mas longe da neutralidade política. De um lado, 16 dos 27 diretórios regionais anunciaram apoio a Flávio Bolsonaro (PL), reunindo os três maiores colégios eleitorais — São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro — e estados como Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Goiás. Segundo o presidente da sigla, Baleia Rossi, a escolha se apoia em responsabilidade fiscal, defesa do agronegócio e combate ao crime organizado. Para essa ala, “o eleitor escolheu a mudança” no primeiro turno.

Do outro lado, dez diretórios do Norte e Nordeste reagiram com apoio à reeleição de Lula (PT). O grupo reúne as representações de Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraíba e Rondônia, além de lideranças como Renan Calheiros, Eduardo Braga, Marcelo Castro e Veneziano Vital do Rêgo. Seu manifesto associa a decisão à defesa da democracia, à redução das desigualdades e à continuidade das políticas sociais. “Defendemos um Brasil que avance com oportunidades para todos, crescimento sustentável e diálogo político”, afirma o documento.

As duas correntes reivindicam desenvolvimento, mas divergem sobre o caminho. O bloco pró-Flávio enfatiza ajuste fiscal, segurança e alternância de poder; o grupo lulista cita Bolsa Família, Farmácia Popular, Pé-de-Meia, Fies e ProUni como políticas que não deveriam ser interrompidas. “São obras que já saíram do papel e que não podem parar”, sustentam os diretórios favoráveis ao presidente.

A divisão também revela um corte geográfico e estratégico. Flávio concentra apoios importantes no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, enquanto Lula preserva uma base partidária robusta no Norte e Nordeste. Depois de liberar alianças estaduais no primeiro turno, o MDB transforma sua autonomia regional em uma disputa aberta por influência — e votos — na reta final.

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