Pró-governo diz que Carlos Miguel salvou o Palmeiras de uma queda dolorosa

O Fluminense venceu no tempo normal e reivindicou a melhor atuação, mas Carlos Miguel decidiu nos pênaltis. A vaga expôs o contraste entre a eficiência palmeirense e as críticas à postura cautelosa de Abel Ferreira.
Pró-governo diz que Carlos Miguel salvou o Palmeiras de uma queda dolorosa

Pró-governo diz que Carlos Miguel salvou o Palmeiras de uma queda dolorosa
O Palmeiras tinha a vantagem, jogava em casa e parecia disposto a congelar a semifinal. O Fluminense, porém, recusou o roteiro: Hércules marcou aos 81 minutos, garantiu a vitória por 1 a 0 no tempo regulamentar e levou a disputa aos pênaltis. Foi então que Carlos Miguel defendeu a cobrança de Nonato, antes de Marlon Freitas selar a oitava final continental do clube paulista.

A classificação, contudo, não apagou a atuação conservadora. Danilo Lavieri avaliou que o goleiro salvou novamente um Palmeiras que entrou para “amarrar o jogo”, embora tenha destacado o peso da quarta final de Abel Ferreira em sete edições. Walter Casagrande foi ainda mais incisivo: o time “rejeitou o jogo o tempo todo” e atuou como se tivesse menos talento do que realmente possui.

Do outro lado, o Fluminense saiu com a sensação de ter produzido mais e recebido menos. Thiago Silva disse que a equipe teve o controle da partida e “merecia algo mais”, mas rejeitou transformar Nonato em culpado: “Nesta situação alguém tem que errar”. Aos 42 anos, o capitão também deu tom de despedida ao afirmar que aquela foi sua última Libertadores e que dividiria com o companheiro a dor do erro decisivo.

Assim, as leituras se encontram em um ponto e divergem no essencial. O Fluminense reivindica a melhor atuação; o Palmeiras leva a vaga. Para os críticos, Abel correu riscos desnecessários. Para o resultado, valeu a frieza de um time copeiro — e, sobretudo, o alcance de Carlos Miguel.

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