Apoio de PSB e PDT põe Motta acima da maioria e isola o PL
Apoio de PSB e PDT põe Motta acima da maioria e isola o PL
PSB e PDT oficializaram o apoio à recondução de Hugo Motta (Republicanos-PB) à presidência da Câmara em 2027, transformando uma disputa interna em confronto sobre os rumos da Casa. Para as duas siglas, a aliança com o centro é necessária diante de uma composição parlamentar “marcada pelo avanço da extrema direita”. O comunicado defende uma maioria ampla para “assegurar governabilidade, enfrentar as ameaças autoritárias e preservar o equilíbrio entre os Poderes”.
A posição também está ligada à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. PSB e PDT destacam que, sob Motta, a Câmara aprovou o fim da escala 6×1, a reforma tributária e medidas para microempreendedores. Na prática, a escolha reúne defesa institucional e cálculo político: preservar espaço para a agenda governista e bloquear o avanço do PL sobre a presidência da Casa.
Do outro lado, o PL — dono da maior bancada, com 121 deputados eleitos — cogita lançar candidatura própria. A adesão de PSB e PDT amplia seu isolamento, enquanto o PT tende a seguir o mesmo caminho. Uma das contagens atribui a Motta o apoio de 12 partidos e 266 deputados, nove acima dos 257 votos necessários para vencer.
Há, porém, diferença nos números apresentados. Outra apuração calcula 273 deputados nas legendas que já declararam apoio, somando os 252 parlamentares do bloco de centro aos 21 eleitos por PSB e PDT. Essa leitura descreve a movimentação de Motta como reação direta à tentativa do PL de eleger um nome alinhado ao bolsonarismo.
A maioria formal, portanto, existe — mas não é garantia de vitória. Como a votação será secreta, deputados podem contrariar as orientações partidárias. Motta entra como favorito; o PL, embora isolado nas alianças, conserva tamanho suficiente para manter pressão até fevereiro.
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