Pró-governo diz que a aura de Abel levou o Palmeiras a outra final, apesar do futebol cauteloso

Carlos Miguel defendeu o pênalti de Nonato e garantiu a classificação por 5 a 3. A vaga reforça a força continental do Palmeiras, mas não apaga as críticas à postura excessivamente defensiva do time.
Pró-governo diz que a aura de Abel levou o Palmeiras a outra final, apesar do futebol cauteloso

Pró-governo diz que a aura de Abel levou o Palmeiras a outra final, apesar do futebol cauteloso
O Palmeiras está em mais uma final da Libertadores, mas o caminho até lá teve pouco brilho e muito nervosismo. Após vencer o Fluminense por 2 a 1 no Maracanã, o time perdeu por 1 a 0 em casa e avançou por 5 a 3 nos pênaltis. Carlos Miguel defendeu a cobrança de Nonato, enquanto os cinco batedores palmeirenses converteram suas tentativas.

A leitura mais favorável destaca uma marca difícil de ignorar: será a quarta final continental do clube sob Abel Ferreira e a oitava de sua história. Mesmo sem empolgar durante a campanha, o Palmeiras mostrou resiliência e reforçou a “aura impressionante” construída na competição desde a chegada do treinador português.

A análise crítica, porém, aponta o preço dessa prudência. O Palmeiras entrou para controlar a vantagem, criou pouco e recuou até permitir o gol de Hércules no fim do segundo tempo. Para o colunista Danilo Lavieri, a equipe foi salva depois de entrar “para amarrar o jogo”, em uma atuação marcada pelo medo apesar do mando de campo.

Abel admitiu que a postura foi cautelosa, mas preferiu enfatizar a evolução emocional da equipe. Depois de uma sequência de fracassos em penalidades, o técnico disse ter criado um “protocolo” e considerou a antiga fragilidade nos pênaltis “mais que ultrapassada”.

No centro das duas interpretações está Carlos Miguel: símbolo tanto da resistência palmeirense quanto da dependência de um herói. Decisivo também contra a LDU nas quartas de final, o goleiro manteve em segredo sua preparação — “Nunca vou contar pra ninguém minha estratégia” — e dividiu o mérito com os companheiros.

O Palmeiras chega à decisão com uma certeza e um alerta. A experiência de Abel continua produzindo resultados extraordinários; o futebol apresentado, entretanto, precisará oferecer mais do que sobrevivência.

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