Trump quis um “Oceano Americano”, mas o Google traçou o limite
Trump quis um “Oceano Americano”, mas o Google traçou o limite
Donald Trump disse ter telefonado diretamente ao CEO do Google, Sundar Pichai, com uma proposta ambiciosa: trocar o nome do Oceano Atlântico por uma referência aos Estados Unidos — ou até ao próprio presidente. “Sundar, estou pensando no Oceano Atlântico. Você consegue lidar com isso?”, relatou durante um comício na Carolina do Sul.
Segundo a versão de Trump, Pichai foi categórico: “Não, não, não. Desta vez não farei isso”. A justificativa atribuída ao executivo foi igualmente direta: “Os oceanos são diferentes, senhor. Eles abrangem muitos países”.
Os dois relatos convergem no essencial: houve um pedido, e o Google recusou. A diferença está no enquadramento. A cobertura mais favorável ao governo destaca o tom amistoso adotado por Trump mesmo após a negativa. Ele elogiou Pichai e o cofundador Sergey Brin como “caras absolutamente brilhantes” e recordou que a empresa havia sido “muito boa” ao alterar a exibição do Golfo do México para “Golfo da América” no Google Maps.
Já o relato de oposição enfatiza que esse precedente teve limites claros. Após uma ordem executiva assinada por Trump em janeiro de 2025, o Google passou a mostrar “Golfo da América” aos usuários nos Estados Unidos, enquanto pessoas em outros países continuaram vendo “Golfo do México”.
O contraste ajuda a explicar a nova recusa. Uma denominação adaptada regionalmente pode ser exibida conforme a localização do usuário; rebatizar o Atlântico, compartilhado por numerosos países, seria uma mudança de escala política e geográfica muito maior. Trump tratou o “não” com humor e elogios. Pichai, conforme o relato presidencial, respondeu com a realidade do mapa.
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