Pró-governo diz que Muslera expôs o colapso do Flamengo no Maracanã

O Estudiantes resistiu com dez jogadores e venceu nos pênaltis, enquanto comentaristas dividiram os méritos entre a redenção de Muslera, a disciplina argentina e o fracasso ofensivo rubro-negro.
Pró-governo diz que Muslera expôs o colapso do Flamengo no Maracanã

Pró-governo diz que Muslera expôs o colapso do Flamengo no Maracanã
O mesmo 0 a 0 produziu duas histórias opostas no Maracanã. De um lado, o Estudiantes suportou quase todo o segundo tempo com dez jogadores e avançou à final da Libertadores ao vencer por 3 a 2 nos pênaltis. Do outro, o Flamengo terminou 180 minutos sem marcar e viu Jorginho, Lucas Paquetá e Bruno Henrique pararem em Fernando Muslera.

Para o goleiro de 40 anos, foi uma virada pessoal. Criticado após falhas na eliminação do Uruguai na Copa do Mundo, Muslera reapareceu como herói e lembrou o sofrimento daquele período: “Nunca imaginei que sofreria tanto por este esporte”. No Maracanã, trocou o papel de vilão pelo de protagonista, defendendo três cobranças.

A perspectiva flamenguista foi o negativo dessa redenção. Paquetá deixou o gramado chorando e assumiu a responsabilidade: “Falhei quando não podia falhar. Dói muito”. O pedido de desculpas resumiu uma noite em que a posse de bola e a vantagem numérica não se converteram em criatividade.

Entre os comentaristas, houve consenso sobre a superioridade técnica desperdiçada, mas diferenças no tom. Paulo Vinicius Coelho avaliou que a queda completou a “desmoralização do ‘já ganhou’”, embora tenha considerado o Flamengo melhor que o adversário. Juca Kfouri foi mais direto: “Que papelão, Mengão”, criticando a falta de paciência para desmontar a defesa argentina.

Casagrande, por sua vez, classificou a eliminação como “vergonhosa”, mas destacou que o Estudiantes executou perfeitamente a estratégia de Cacique Medina. Já Milton Neves reconheceu os méritos de um rival “duro, organizado”, embora tenha avaliado que a Libertadores praticamente caiu no colo do Palmeiras.

A final, portanto, opõe duas leituras: um Estudiantes resiliente e novamente candidato ao título — ou um obstáculo considerado acessível ao Palmeiras. Depois do que aconteceu no Maracanã, subestimá-lo parece justamente o maior risco.

https://resumosbrasil.com/stories/01a1673e-31e9-2c1e-70cf-3deeb0549859

Write a comment