EUA cortam vistos de mais de 60 nomes e aumentam pressão sobre Bolívia e Colômbia
EUA cortam vistos de mais de 60 nomes e aumentam pressão sobre Bolívia e Colômbia
Os Estados Unidos anunciaram a retirada dos vistos de mais de 60 autoridades de alto escalão e personalidades da Bolívia e da Colômbia. Segundo a versão apresentada, os alvos estariam “supostamente associados” ao tráfico de drogas ou à corrupção — uma justificativa ampla que reúne os dois países sob a mesma ofensiva diplomática.
Na Colômbia, porém, a medida ganha contornos mais concretos. O grupo atingido inclui 21 pessoas, entre elas Ricardo Roa Barragán, ex-presidente da estatal petrolífera Ecopetrol. Roa também foi gerente da campanha presidencial de Gustavo Petro em 2022, vínculo que confere peso político adicional à decisão norte-americana.
No caso boliviano, o alcance parece igualmente significativo, mas a informação disponível não identifica os nomes atingidos nem detalha as suspeitas atribuídas individualmente a eles. A comparação revela uma assimetria: enquanto a conexão colombiana chega ao entorno político de Petro por meio de um antigo responsável de campanha, a dimensão boliviana permanece descrita apenas em termos gerais.
Também não foram apresentadas, no material disponível, respostas dos governos da Colômbia e da Bolívia ou manifestações das pessoas afetadas. Assim, prevalece por enquanto a narrativa de Washington: a revogação de vistos como instrumento de pressão contra suspeitas de corrupção e narcotráfico. Sem acusações individualizadas ou contrapontos dos alvos, contudo, permanecem abertas questões sobre as provas, os critérios usados e as possíveis consequências diplomáticas da medida.
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