Pró-governo diz que Flamengo desperdiçou favoritismo e entregou a vaga ao Estudiantes

O Flamengo não marcou em 180 minutos e caiu por 3 a 2 nos pênaltis no Maracanã. Enquanto análises apontam falência ofensiva, o Estudiantes celebra organização, resistência e uma noite histórica de Muslera.
Pró-governo diz que Flamengo desperdiçou favoritismo e entregou a vaga ao Estudiantes

Pró-governo diz que Flamengo desperdiçou favoritismo e entregou a vaga ao Estudiantes
O Flamengo entrou como favorito, teve um jogador a mais durante quase todo o segundo tempo e terminou eliminado sem marcar um gol em 180 minutos. Após outro 0 a 0, Fernando Muslera defendeu as cobranças de Jorginho, Lucas Paquetá e Bruno Henrique, selando o triunfo do Estudiantes por 3 a 2 nos pênaltis.

A leitura mais dura responsabiliza diretamente o ataque rubro-negro. Uma análise classificou o Flamengo como “incompetente nos 180 minutos e nas cobranças de pênaltis” e afirmou que faltaram “inspiração, técnica, eficiência e capricho”. Nem a expulsão de Baltasar Rodríguez, no começo da etapa final, produziu a pressão esperada.

Há, porém, uma nuance: Paulo Vinicius Coelho avaliou que o Flamengo “foi melhor do que o Estudiantes”, embora tenha atuado abaixo de seu nível habitual. A diferença está no critério. O time carioca controlou mais a bola; os argentinos controlaram o espaço, o relógio e o roteiro da semifinal.

Alexander Medina transformou essa resistência em símbolo histórico. O técnico chamou a classificação de um novo “Maracanazo” e disse que sua equipe “suportou com alma, coragem e valentia”. Para ele, a vaga foi consequência do crescimento do Estudiantes ao longo do torneio, não um acidente nos pênaltis.

Do lado derrotado, Paquetá assumiu o peso pessoal do revés: “Falhei quando não podia falhar. Dói muito”, declarou, em lágrimas, antes de pedir desculpas à torcida. Já a imprensa argentina exaltou a “mística copeira” e comparou a celebração de Muslera à de Emiliano Martínez.

O contraste é brutal: investimento e posse de bola não bastaram ao Flamengo; disciplina defensiva e um goleiro decisivo levaram o Estudiantes à final contra o Palmeiras, em Montevidéu.

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