Pró-governo diz que Flamengo pagou pela ineficiência enquanto Estudiantes fez valer sua estratégia
Pró-governo diz que Flamengo pagou pela ineficiência enquanto Estudiantes fez valer sua estratégia
O Flamengo entrou na semifinal como favorito, mas atravessou 180 minutos sem marcar e sem encontrar resposta para o bloco defensivo do Estudiantes. Para a análise mais dura da eliminação, o problema foi além dos pênaltis: faltaram criatividade, técnica e eficiência, mesmo depois de Baltasar Rodríguez ser expulso no início do segundo tempo. O diagnóstico foi direto: “Faltou tudo ofensivamente. Inspiração, técnica, eficiência e capricho.”
Leonardo Jardim apresentou uma leitura menos devastadora, embora tenha assumido a responsabilidade. O treinador destacou os quase 75% de posse de bola no Maracanã, mas reconheceu que o domínio foi estéril. “Criamos duas situações de gol, mas não fomos capazes de criar mais”, afirmou, citando o bloco baixo argentino e admitindo a frustração por perder a chance de disputar um segundo título consecutivo.
A diferença entre posse e contundência ficou ainda mais clara na disputa decisiva. Fernando Muslera defendeu as cobranças de Jorginho, Lucas Paquetá e Bruno Henrique, selando a vitória argentina por 3 a 2. O Estudiantes, que atuou com dez jogadores durante quase toda a etapa final, avançou para enfrentar o Palmeiras em 28 de novembro, no Estádio Centenário, em Montevidéu.
Se no lado rubro-negro prevaleceram cobranças sobre escolhas e demora nas substituições, na Argentina a noite ganhou contornos épicos. Jornais destacaram a “mística copeira” do Estudiantes e compararam a comemoração de Muslera à de Emiliano Martínez. O La Nación resumiu a atuação como uma redenção do goleiro de 40 anos, enquanto o Olé classificou o resultado como uma vitória “tremenda, emocionante e colossal”.
As leituras convergem em um ponto: o Flamengo teve a bola, mas o Estudiantes controlou o confronto. Aos cariocas resta defender a liderança apertada do Brasileirão; aos argentinos, a oportunidade de buscar o quinto título continental.
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