Eduardo prevê derrota e já traça rota de saída para Flávio
Eduardo prevê derrota e já traça rota de saída para Flávio
Eduardo Bolsonaro já desenha um plano para o dia seguinte a uma possível derrota do irmão. Vivendo nos Estados Unidos desde março de 2025, o ex-deputado afirmou que Flávio Bolsonaro deveria deixar o Brasil caso perca a disputa presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva: “Se meu irmão não vencer, sou a favor de que ele deixe o país. Sim, com certeza”.
A justificativa é política e judicial. Eduardo interpretou como “ameaça aberta” a declaração de Lula de que Flávio perderá a imunidade parlamentar ao fim do mandato no Senado e terá de responder aos inquéritos que enfrenta. Nessa leitura, sair do país seria uma medida preventiva contra retaliações dos adversários.
Nem toda a cobertura, porém, aceitou esse enquadramento. Outro título do campo da oposição classificou a proposta diretamente como “fuga” e a associou a uma investigação por lavagem de dinheiro, deslocando o foco da alegada perseguição para a situação jurídica de Flávio.
O contraste fica ainda mais forte na cobertura pró-governo. Em vez de enfatizar o risco alegado por Eduardo, ela destaca que o ex-deputado não apresentou provas ao voltar a questionar as urnas eletrônicas. No podcast Louder with Crowder, ele disse que o sistema é “completamente eletrônico” e “completamente centralizado”, exigindo confiança nos responsáveis pela contagem em Brasília.
As duas interpretações partem da mesma entrevista, mas chegam a conclusões opostas. Para Eduardo, a eleição e o Judiciário formam um cenário de vulnerabilidade para sua família. Para seus críticos, o discurso combina uma saída antecipada para Flávio com a retomada de suspeitas não comprovadas sobre a votação — estratégia que lança dúvidas sobre o resultado antes mesmo de as urnas serem abertas.
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