Justiça barra pressão eleitoral sobre servidores na gestão Nunes

Decisão trabalhista impede a Prefeitura de São Paulo de pressionar servidores e terceirizados a participar de atos de campanha, sob pena de multa diária de R$ 50 mil.
Justiça barra pressão eleitoral sobre servidores na gestão Nunes

Justiça barra pressão eleitoral sobre servidores na gestão Nunes
A Justiça do Trabalho proibiu a gestão do prefeito Ricardo Nunes de pressionar servidores municipais e trabalhadores terceirizados a participar de manifestações eleitorais. Em caso de descumprimento, a Prefeitura de São Paulo poderá receber multa diária de R$ 50 mil.

A medida estabelece uma fronteira direta entre a estrutura administrativa e a mobilização de campanha. Na prática, a participação de funcionários públicos em atos eleitorais não pode decorrer de cobrança hierárquica, constrangimento ou receio de consequências profissionais.

De um lado, a decisão judicial reforça a liberdade de escolha dos trabalhadores e busca impedir que relações de chefia sejam usadas para ampliar manifestações políticas. A proteção alcança tanto integrantes do quadro municipal quanto terceirizados — grupo que também mantém vínculos profissionais com a administração, ainda que por meio de empresas contratadas.

De outro, o material fornecido não apresenta a versão da Prefeitura, nem informa se a gestão Nunes contesta as acusações, pretende recorrer ou já adotou medidas para cumprir a determinação. Também não detalha quais episódios levaram a Justiça a intervir.

Esse contraste é central: enquanto a ordem trabalhista identifica risco suficiente para impor uma proibição acompanhada de multa, a administração municipal não tem sua interpretação registrada na fonte disponível. Sem essa resposta, permanece em aberto se a Prefeitura considera que houve pressão, se atribui eventuais condutas a casos isolados ou se rejeita integralmente a premissa da ação.

O efeito imediato, contudo, é inequívoco: a máquina pública paulistana não poderá ser usada para constranger trabalhadores a engrossar atos de campanha.

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