Oposição diz que fala de Nunes Marques transforma eleição em operação maior que o Super Bowl

Presidente do TSE destaca a escala logística da votação e a avaliação positiva de observadores, enquanto críticas a decisões individuais mantêm pressão sobre sua gestão.
Oposição diz que fala de Nunes Marques transforma eleição em operação maior que o Super Bowl

Oposição diz que fala de Nunes Marques transforma eleição em operação maior que o Super Bowl
Às vésperas do segundo turno de 2026, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, escolheu uma comparação de impacto para dimensionar o desafio brasileiro: organizar a votação exigiria uma estrutura tecnológica e logística ainda maior que a do Super Bowl.

O argumento do ministro se apoia nos números. Neste domingo (25), 158,7 milhões de eleitores poderão votar para presidente, além de escolher governadores em cinco estados e no Distrito Federal. A operação envolve mais de 500 mil urnas eletrônicas, milhões de trabalhadores e milhares de municípios.

Diante de embaixadores e missões internacionais, Nunes Marques afirmou: “Se aquele espetáculo exige uma operação tecnológica e logística de enorme complexidade, a eleição brasileira mobiliza uma estrutura ainda maior para garantir a cada cidadão o direito de escolher seus representantes”. Ele acrescentou que observadores registraram uma votação “tranquila e organizada” nos locais acompanhados, sem incidentes graves.

A mensagem oficial é de confiança: a Justiça Eleitoral apresenta a escala do sistema como prova de capacidade, enquanto a presença de entidades como a Organização dos Estados Americanos, o Parlamento do Mercosul e o Centro Carter é tratada como reforço à transparência.

O contraponto está na própria trajetória recente do presidente do TSE. Durante o processo eleitoral, decisões individuais de Nunes Marques foram criticadas e acabaram submetidas à intervenção de colegas do tribunal e do Supremo Tribunal Federal. A comparação com o Super Bowl, portanto, ressalta a força operacional da eleição, mas não encerra o debate sobre sua condução institucional.

Para Nunes Marques, a prioridade permanece o eleitor: “É para o eleitor, para sua liberdade e para seu direito de escolher o próprio futuro que trabalhamos”.

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