Pró-governo diz que Lula expôs em Copacabana o risco de eleger Flávio Bolsonaro
Pró-governo diz que Lula expôs em Copacabana o risco de eleger Flávio Bolsonaro
Na véspera do segundo turno, Lula levou sua campanha à Avenida Atlântica, em Copacabana, área de forte presença eleitoral bolsonarista. Eleitores começaram a se concentrar pela manhã nas proximidades do Posto 5, antes da chegada do presidente.
O petista transformou o último giro pelo Rio em uma combinação de confiança e confronto. Chamou Flávio Bolsonaro de “o candidato de mais baixo nível” que já enfrentou, afirmou que o adversário representa riscos à democracia e declarou: “Amanhã eu serei eleito presidente da República outra vez.” Lula também buscou enquadrar a disputa como uma escolha entre soberania nacional e alinhamento aos Estados Unidos.
O apelo mais direto foi dirigido às mulheres. Ao recordar a morte de Ana Clara Gomes Machado, de cinco anos, Lula disse que o eleitorado feminino decidiria a eleição. Janja reforçou a mensagem: “Nós, mulheres, somos as guardiãs da democracia.” A estratégia conecta políticas públicas, proteção das famílias e rejeição ao adversário — um contraste calculado para a reta final.
Flávio, porém, apresentou outra leitura do caso usado contra ele. No debate anterior ao ato, declarou confiar na inocência do policial militar que defendeu como advogado e ressaltou que o acusado ainda não havia sido julgado. A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público, mas a responsabilidade criminal depende de decisão judicial.
Assim, as campanhas encerraram a disputa em terrenos opostos: Lula tratou o episódio como símbolo político e moral, enquanto Flávio enfatizou a ausência de condenação. Sob forte calor — com participantes atendidos após passarem mal —, o presidente agradeceu à militância e resumiu sua aposta na mobilização: “A nossa arma é a urna e a nossa bala é o 13.”
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