Pró-governo diz que reação do São Paulo salvou um ponto após início desastroso
Pró-governo diz que reação do São Paulo salvou um ponto após início desastroso
O placar de 1 a 1 conta apenas parte da história. O São Paulo saiu de Mirassol com um ponto, mas também com o incômodo jejum de vitórias como visitante e a sequência de dois triunfos interrompida. Com 43 pontos, permaneceu na nona colocação; o Mirassol chegou a 37, ainda pressionado pela proximidade da zona de rebaixamento.
A leitura mais dura é que o Tricolor escapou de um desastre. O Mirassol dominou quase todo o primeiro tempo, abriu o placar após a bola bater nas costas de Rafael e criou oportunidades suficientes para ampliar. Juca Kfouri resumiu a atuação inicial como “apatia, sofrimento com o calor e desorganização defensiva”, embora tenha considerado o empate justo diante da reação são-paulina.
Rafael personificou essa virada de roteiro. Depois do gol contra, o goleiro fez ao menos três defesas importantes e manteve o São Paulo vivo. Pedro Lima empatou aos 39 minutos, após jogada iniciada por Lucas Moura, que voltou a ser titular depois de mais de sete meses e ainda acertou a trave no segundo tempo. “Temos que valorizar o ponto fora de casa”, afirmou Rafael, destacando que a equipe começou abaixo, mas reagiu.
Dorival Júnior ampliou a discussão para além dos 90 minutos. Em vez de se concentrar somente nas falhas contra o Mirassol, o treinador enquadrou o resultado dentro de uma temporada marcada por dificuldades internas e externas. “É mais um trabalho que me orgulha, depois de tudo que passamos”, declarou.
As avaliações, portanto, convergem na capacidade de reação, mas divergem no peso dado ao empate. Rafael e Dorival enxergam resistência; a análise crítica ressalta que essa recuperação só foi necessária porque o São Paulo entrou apático e vulnerável. O ponto foi salvo — o jejum fora de casa, não.
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