Pró-governo diz que Neymar admite expulsão justa, mas acusa Nestor de explorar a regra
Pró-governo diz que Neymar admite expulsão justa, mas acusa Nestor de explorar a regra
A discussão que atravessou o intervalo de Santos e Bahia terminou com Neymar expulso, duas suspensões e versões frontalmente opostas sobre o que aconteceu na Vila Belmiro.
O camisa 10 havia recebido amarelo após jogar a bola em Rodrigo Nestor durante um desentendimento no primeiro tempo. Antes do reinício da partida, voltou a discutir com o meia e cobriu a boca com a mão. Alertado pelo VAR, o árbitro Sávio Pereira Sampaio mostrou o vermelho.
Neymar reconheceu a infração: “Fui expulso de uma forma justa”. Ao mesmo tempo, acusou Nestor de tentar obter vantagem ao sinalizar o gesto à arbitragem, alegando que ainda não havia dito nada naquele momento. Para o atacante, o rival explorou indevidamente uma regra criada para combater o racismo.
Nestor apresentou uma leitura bem diferente. Segundo ele, Neymar já havia sido desrespeitoso na confusão anterior. “Ele sabe o que falou para mim”, afirmou, acrescentando que o santista “falhou como pessoa” e recusando-se a repetir as palavras por haver crianças assistindo.
As versões divergem sobre a conduta dos jogadores, mas convergem em um ponto: houve troca de provocações. A diferença decisiva é que Neymar trata o episódio como um conflito normal de campo amplificado pela reação do adversário; Nestor diz que a fala ultrapassou esse limite.
Pela regra aplicada, porém, a arbitragem não precisava comprovar o conteúdo da conversa. Cobrir deliberadamente a boca durante uma discussão já caracteriza a infração, justamente para impedir a ocultação de ofensas discriminatórias.
O empate por 1 a 1 ficou em segundo plano. Como também havia recebido o terceiro amarelo, Neymar perderá os jogos contra Palmeiras e Red Bull Bragantino — um preço esportivo pesado para um confronto que continuou mesmo quando a bola estava parada.
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