Pró-governo diz que ônibus retidos ameaçaram o voto em Salvador

O TRE-BA ordenou a prisão do secretário de Mobilidade e a retomada integral da frota. Enquanto o PT aponta tentativa de elevar a abstenção, a prefeitura atribui os atrasos a adesivos eleitorais nos veículos.
Pró-governo diz que ônibus retidos ameaçaram o voto em Salvador

Pró-governo diz que ônibus retidos ameaçaram o voto em Salvador
O segundo turno das eleições de 2026 virou uma disputa também nas garagens de Salvador. Após relatos de pontos lotados e longas esperas, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia determinou a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, e ordenou a retomada imediata da frota integral e gratuita. A decisão fixou multa de R$ 1 milhão por hora de descumprimento.

A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, sustentou que a oferta de coletivos havia caído mais de 50% em relação aos dias úteis. Para dirigentes petistas, a redução poderia elevar a abstenção e prejudicar a tentativa de reeleição de Lula. Eleitores relataram dificuldades em bairros como Lobato, Plataforma, Calçada, São Rafael, Mussurunga e Brotas.

A prefeitura apresentou outra versão. O prefeito Bruno Reis afirmou que 75 ônibus ficaram retidos porque sindicalistas teriam colocado adesivos com o número 13 nos veículos. Segundo ele, os coletivos só foram liberados após a retirada do material: “Nós não podíamos coadunar com isso, então os ônibus só saíram após que os adesivos foram retirados”. A Secretaria de Mobilidade disse que a circulação foi normalizada e que determinou a liberação dos veículos, mesmo diante da adesivação considerada irregular.

A fiscalização, porém, ampliou a pressão sobre a gestão municipal. O Procon-BA encontrou 252 ônibus aptos a operar, mas parados em três garagens, e informou que as empresas seriam autuadas por contrariar a obrigação de disponibilizar a frota durante a votação.

As duas versões convergem apenas em um ponto: houve retenção de ônibus. Divergem sobre a responsabilidade e a intenção. Enquanto o grupo governista vê obstáculo ao exercício do voto, a prefeitura atribui o atraso a uma reação contra propaganda eleitoral nos coletivos. Caberá às autoridades apurar se houve crime eleitoral e quem respondeu pela interrupção.

https://resumosbrasil.com/stories/01a1741e-67e8-0e11-73bd-114b2bfc2b5e

Write a comment