Pró-governo diz que bronze de Flávia Saraiva coroou uma década de persistência
Pró-governo diz que bronze de Flávia Saraiva coroou uma década de persistência
Flávia Saraiva encerrou a participação brasileira no Mundial de Ginástica Artística, em Roterdã, com o bronze na trave. A brasileira recebeu 14,300 após uma apresentação de alta dificuldade, mas marcada por um pequeno desequilíbrio no mortal lateral.
O erro custou décimos preciosos. A argelina Kaylia Nemour e a chinesa Zhang Qingying terminaram empatadas com 14,566; Nemour conquistou o ouro pelo critério de desempate, graças à maior nota de execução. Flávia, por sua vez, transformou a frustração pontual em uma conquista inédita: foi sua primeira medalha mundial justamente em seu principal aparelho.
“Sei que dava para ser um pouquinho melhor se não tivesse aquele desequilíbrio no mortal lateral”, reconheceu a ginasta. Ainda assim, ela contrapôs o deslize ao peso de uma espera de dez anos: “Fico muito feliz com essa medalha, finalmente consegui depois de 10 anos tentando. Me dá um alívio, mas agora eu quero mais.”
O bronze também confirmou a consistência mostrada na classificatória, quando Flávia obteve 14,400 e avançou com a terceira melhor nota. Na final, porém, não havia espaço para cautela. Segundo a atleta, era necessário apresentar “o maior nível de dificuldade possível” diante das notas elevadas e de uma disputa decidida décimo a décimo.
O resultado individual contrastou com a campanha coletiva: o Brasil havia terminado a disputa por equipes em quinto lugar, fora do pódio. Ao mesmo tempo, ampliou a coleção nacional no Mundial, depois do ouro conquistado por Rebeca Andrade no salto. “É uma honra poder representar o meu país”, resumiu Flávia, celebrando uma medalha que carrega tanto a menina de 16 anos em sua primeira final quanto a atleta experiente que persistiu até o pódio.
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