Lula abre vantagem na China e Oceania, mas Flávio dispara no Japão

Boletins parciais mostram Lula à frente em parte da Ásia e na Oceania, enquanto Flávio domina o Japão. Diferenças entre levantamentos reforçam que o voto externo ainda é um retrato incompleto.
Lula abre vantagem na China e Oceania, mas Flávio dispara no Japão

Lula abre vantagem na China e Oceania, mas Flávio dispara no Japão
Os primeiros boletins do exterior deram a Lula (PT) uma largada confortável na China continental, Austrália e Nova Zelândia. Um levantamento destacou que, “assim como no primeiro turno”, o presidente venceu nos três locais: foram 5.290 votos contra 2.934 de Flávio Bolsonaro (PL) na Austrália, 418 a 121 na Nova Zelândia e 375 a 134 na China.

O recorte chinês oferece o sinal mais favorável ao petista. Lula recebeu 70,5% de todos os votos depositados na China continental — ou 73,7% dos válidos — e ampliou o desempenho de 62% registrado no primeiro turno. O comparecimento cresceu 23%, chegando a 532 eleitores, enquanto a abstenção caiu de 71% para 64,6%. Pequim produziu a vantagem mais larga: 126 votos para Lula e 22 para Flávio.

Mas o mapa regional é menos uniforme do que sugere esse primeiro retrato. Outro levantamento, baseado nos boletins disponíveis, colocou Lula à frente também na Coreia do Sul e em Singapura, enquanto Flávio liderava no Japão, Filipinas, Taiwan, Malásia, Hong Kong, Tailândia e Indonésia. No Japão, a diferença parcial era contundente: 28.538 votos para o senador, ante 7.098 para o presidente.

Há ainda divergências entre as contagens divulgadas. Na Austrália, um levantamento registrou 5.290 votos para Lula e 2.934 para Flávio; outro apontou 6.017 a 3.465. Na Nova Zelândia, a votação atribuída a Flávio variou de 101 a 121. As diferenças refletem recortes e estágios distintos da contabilização — um alerta contra conclusões apressadas.

O contraste é claro: Lula avançou onde já havia vencido e mobilizou mais eleitores, mas Flávio construiu vantagens relevantes em outros pontos da Ásia. Com 918.876 brasileiros aptos a votar fora do país, o exterior oferece pistas políticas — não uma prévia segura do desfecho nacional.

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