Oposição diz que prorrogação nacional expôs falhas e tumultuou a apuração

A extensão da votação buscou garantir acesso às urnas após relatos de problemas no transporte, mas a suspensão da contagem e a comunicação desigual alimentaram críticas ao processo.
Oposição diz que prorrogação nacional expôs falhas e tumultuou a apuração

Oposição diz que prorrogação nacional expôs falhas e tumultuou a apuração
O Tribunal Superior Eleitoral começou a divulgar os resultados pouco depois das 17h, mas interrompeu a totalização quando a votação foi prorrogada até as 19h. Naquele momento, 1.225 das 499.248 seções — 0,25% do total — haviam sido contabilizadas. Segundo o tribunal, somente permaneceriam abertas as seções que ainda funcionavam às 17h; a divulgação seria retomada após o novo horário de encerramento.

A decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, atendeu a um pedido da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva. A justificativa foi a “gravidade dos fatos narrados”, relacionados a possíveis dificuldades de transporte público enfrentadas por eleitores, especialmente em municípios baianos. A campanha de Flávio Bolsonaro também havia solicitado mais tempo de votação, mas para 17 municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina; Zanin estendeu a medida a todo o país.

De um lado, portanto, a prorrogação foi apresentada como uma forma de preservar o acesso às urnas. De outro, a execução da ordem abriu uma nova controvérsia. Conforme relato da Jovem Pan, a determinação não teria chegado a todas as seções: algumas urnas foram encerradas às 17h e houve confusão no Mackenzie, em São Paulo, depois do fechamento dos portões.

A crítica mais dura veio de vozes alinhadas à oposição. Enio Viterbo afirmou no X que Zanin, “acionado por Lula no STF”, teria “atropelado o TSE e Kassio Nunes Marques” ao ampliar a votação por duas horas. A publicação traduz a suspeita política dos críticos, mas contrasta com um dado relevante: as duas campanhas haviam defendido algum tipo de extensão, embora com alcances diferentes.

No centro da disputa ficou menos a necessidade de acomodar eleitores ainda impedidos de votar e mais a forma da decisão: nacional, tomada perto do encerramento e comunicada de maneira aparentemente desigual. A apuração só voltou depois das 19h.

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