Celina vence nas urnas, faz história e ainda enfrenta a sombra da crise do BRB

Reeleita com 57,22% dos votos válidos, Celina Leão tornou-se a primeira mulher escolhida diretamente para governar o DF. O resultado é incontestável, mas saúde, transporte e a crise do BRB continuarão pressionando sua gestão.
Celina vence nas urnas, faz história e ainda enfrenta a sombra da crise do BRB

Celina vence nas urnas, faz história e ainda enfrenta a sombra da crise do BRB
Celina Leão (PP) conquistou um novo mandato no Palácio do Buriti ao derrotar Leandro Grass (PT) no segundo turno. Com 90% das urnas apuradas, ela somava 57,22% dos votos válidos, ou 889.908 votos, contra 42,78%, ou 680.125, do adversário. O resultado foi declarado pelo Tribunal Superior Eleitoral às 20h02, e Gustavo Rocha (Republicanos) foi eleito vice-governador.

As duas coberturas disponíveis concordam no essencial, mas oferecem retratos bem diferentes da eleição. A publicação identificada com a oposição resume que Celina “foi eleita após vencer Leandro Grass (PT) na disputa”, inserindo o resultado em uma transmissão mais ampla da apuração nacional, sem examinar o desempenho da governadora ou as controvérsias da campanha.

Já a cobertura classificada como pró-governo combina o feito histórico com as vulnerabilidades políticas da vencedora. Celina tornou-se a primeira mulher eleita diretamente para governar o Distrito Federal — outras, incluindo ela própria, haviam chegado ao posto após serem eleitas vice-governadoras. Sua vitória também veio acompanhada de uma bancada inédita, inteiramente feminina, do DF no Senado, formada por aliadas.

O triunfo, porém, não apaga uma campanha marcada por críticas à saúde, educação, segurança e ao transporte público. A crise do Banco de Brasília também ocupou o centro da disputa: o BRB tentou comprar o Banco Master, injetou R$ 16,7 bilhões na instituição e depois identificou carteiras fraudulentas e sem lastro. Celina negou responsabilidade e afirmou ter sido contrária à operação desde o início.

Na narrativa da governadora, sua breve passagem pelo comando do DF antes da eleição demonstrou capacidade de reação. Ela disse ter assumido em um momento “delicado” e que “buscou soluções ao invés de culpados”. Nas urnas, essa mensagem prevaleceu. No novo mandato, contudo, a cobrança será transformar a vitória histórica em respostas concretas para as crises que dominaram a campanha.

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