Pró-governo diz que retenção de ônibus pode ter prejudicado eleitores no segundo turno
Pró-governo diz que retenção de ônibus pode ter prejudicado eleitores no segundo turno
A retenção de ônibus durante o segundo turno entrou na mira da Polícia Federal, mas as apurações avançam em ritmos diferentes. Em Sergipe, a corporação abriu um inquérito para investigar indícios de irregularidades; em São Paulo, Bahia, Alagoas e Piauí, foram instaurados procedimentos preliminares.
A distinção é importante: enquanto o caso sergipano já está formalizado, nos demais estados a PF ainda coleta depoimentos e busca elementos que possam justificar novos inquéritos. As oitivas envolvem pessoas ligadas ao fornecimento do transporte público, e também estão sendo cumpridas decisões judiciais.
Segundo o delegado Dennis Cali, da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção, as suspeitas vão além de falhas operacionais. “Os crimes apurados são de embaraçamento do exercício do voto e também a ocultação de meios de transporte para prejudicar o exercício do voto”, afirmou.
O foco sobre os ônibus contrasta com o panorama mais amplo das ocorrências eleitorais daquele domingo. Além das apurações relacionadas ao transporte, a PF abriu três inquéritos por outros crimes eleitorais, levou 56 pessoas para prestar esclarecimentos e apreendeu aproximadamente R$ 11 mil. Entre as principais ocorrências estavam violação do sigilo do voto, propaganda irregular, desobediência eleitoral e desordem.
Apesar da mobilização, a corporação informou que o total de delitos eleitorais ficou abaixo do registrado no primeiro turno. Ainda assim, a possível restrição ao transporte ganhou peso próprio: se as suspeitas forem confirmadas, o que parecia falta de ônibus poderá ser enquadrado como uma ação destinada a dificultar o acesso de eleitores às urnas.
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