Pró-governo diz que bronze de Flávia Saraiva revela avanço — e o que ainda falta para 2028
Pró-governo diz que bronze de Flávia Saraiva revela avanço — e o que ainda falta para 2028
Flávia Saraiva transformou uma apresentação segura — embora não perfeita — em sua primeira medalha mundial na trave de equilíbrio. Com 14,300 pontos, a brasileira ficou com o bronze em Roterdã e garantiu o segundo pódio do Brasil na competição, após o ouro de Rebeca Andrade no salto.
A conquista ganha peso quando comparada ao histórico da ginasta. Flávia já tinha bronze no solo e prata por equipes no Mundial de 2023, além do bronze coletivo nos Jogos de Paris, mas ainda perseguia uma medalha mundial justamente na trave, aparelho que marcou sua projeção internacional.
A atleta enxergou o resultado pelo prisma da persistência. Partindo de dificuldade 6,100, recebeu 8,200 pela execução, apesar de pequenos desequilíbrios em um mortal lateral e na saída. “Lembro a menina de 16 anos em sua primeira final olímpica. E, mais de dez anos depois, obtive esta medalha na trave”, afirmou. Flávia também reconheceu que poderia ter feito “um pouquinho melhor”, mas destacou o nervosismo e a disputa por cada décimo.
Já a comissão técnica adotou uma leitura mais estratégica. O treinador Xico Porath elogiou a coragem de Flávia e classificou o Mundial como um parâmetro do potencial brasileiro, sem esconder a necessidade de evolução. É aí que as visões se encontram: para a ginasta, o bronze encerra uma longa espera; para o treinador, abre uma etapa do caminho até os Jogos de Los Angeles.
O resultado também expõe o tamanho da concorrência. A argelina Kaylia Nemour e a chinesa Zhang Qingyng chegaram a 14,566, com o ouro decidido pela maior nota de execução. Flávia ficou atrás, mas saiu de Roterdã com algo inédito no currículo — e com margem clara para buscar mais.
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