Lula vira a eleição e quebra o próprio recorde com 64 milhões de votos
Lula vira a eleição e quebra o próprio recorde com 64 milhões de votos
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conquistou um quarto mandato com a maior votação presidencial já registrada no Brasil. Com 99,99% das urnas apuradas, ele tinha 64,3 milhões de votos, ou 51,78% dos válidos, contra 59,8 milhões — 48,22% — de Flávio Bolsonaro (PL). A vantagem ficou em aproximadamente 4,4 milhões de votos.
Na cobertura classificada como oposição, o recorde aparece acompanhado de contexto. Lula acrescentou quase 3,9 milhões de votos à marca de 2022, um crescimento de 6,45%. Ao mesmo tempo, o eleitorado aumentou em cerca de 2,3 milhões de pessoas, passando de 156,45 milhões de eleitores aptos em 2022 para 158,75 milhões em 2026.
O número absoluto é inédito, mas não representa o melhor resultado proporcional do presidente. Lula obteve 61,27% dos votos válidos em 2002 e 60,83% em 2006, com vantagens superiores a 20 pontos percentuais. Agora, venceu uma disputa muito mais apertada — e tornou-se o primeiro candidato a chegar em segundo lugar no primeiro turno e conquistar a Presidência no segundo.
Já a cobertura pró-governo enfatiza a força da virada. Flávio havia vencido a primeira etapa com 56,1 milhões de votos, enquanto Lula terminou atrás, com 45,16% dos válidos. No segundo turno, porém, o presidente avançou para mais de 64,2 milhões. Segundo o relato, ele “dobrou a vantagem obtida em relação a 2022”: a diferença subiu de 2,14 milhões para 4,38 milhões de votos, ou de 1,8 para 3,5 pontos percentuais.
As duas leituras chegam à mesma conclusão central: Lula ampliou o próprio recorde. A diferença está no enquadramento — de um lado, a ressalva de que havia mais eleitores e de que suas vitórias antigas foram proporcionalmente maiores; de outro, o destaque para uma reação eleitoral que reverteu o resultado do primeiro turno.
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