Oposição diz que apoio de Lula impulsionou a virada de Cadu no RN
Oposição diz que apoio de Lula impulsionou a virada de Cadu no RN
Cadu Xavier, o Cadu de Lula (PT), venceu uma das disputas mais apertadas de 2026 e manteve o Rio Grande do Norte sob comando petista. Com 97,74% das urnas apuradas, ele tinha 50,71% dos votos válidos, contra 49,29% de Allyson Bezerra (União Brasil). A vitória também representou uma virada: Allyson havia liderado o primeiro turno por 36,94% a 36,16%.
O contraste entre as campanhas foi explícito. Cadu abraçou o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da governadora Fátima Bezerra, apresentando-se como herdeiro político da atual gestão. Em visita ao estado, Lula chamou o candidato de “uma promessa extraordinária” e afirmou que ele poderia repetir no Rio Grande do Norte a trajetória do governador piauiense Rafael Fonteles.
Allyson seguiu pelo caminho oposto. Mesmo depois de o União Brasil apoiar Flávio Bolsonaro na corrida presidencial, ele manteve a neutralidade e rejeitou uma adesão ao PL. “A minha posição é a mesma. É de respeito ao cidadão que está se decidindo a apoiar um ou outro candidato”, justificou. Sua campanha buscou transferir para o estado a imagem administrativa construída na Prefeitura de Mossoró.
Assim, enquanto Cadu nacionalizou a disputa e explorou a popularidade de Lula no estado, Allyson tentou manter o debate no terreno local. O petista levou a melhor por uma diferença pequena, mas politicamente relevante: venceu em sua primeira candidatura a um cargo eletivo e assegurou a continuidade do PT após a gestão de Fátima Bezerra.
Ex-secretário estadual da Fazenda e auditor fiscal, Cadu assumirá ao lado da vice Larissa Rosado (PSB). Durante a campanha, prometeu ampliar os serviços de saúde, fortalecer hospitais regionais e expandir o ensino em tempo integral.
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