Pró-governo diz que Flávio Bolsonaro ficará sem mandato e mais exposto a investigações em 2027

A derrota presidencial encerra uma sequência de 24 anos em cargos eletivos. Embora perca o foro ligado ao mandato, os dois inquéritos já abertos contra Flávio devem continuar no STF.
Pró-governo diz que Flávio Bolsonaro ficará sem mandato e mais exposto a investigações em 2027

Pró-governo diz que Flávio Bolsonaro ficará sem mandato e mais exposto a investigações em 2027
A derrota para Luiz Inácio Lula da Silva abre um cenário inédito para Flávio Bolsonaro: quando seu mandato no Senado terminar, em fevereiro de 2027, ele ficará sem cargo público pela primeira vez desde 2003. O senador, porém, contesta a votação e afirmou ser “impossível reconhecer o resultado das eleições”, atribuindo sua posição à prorrogação do horário de votação — medida solicitada tanto por sua campanha quanto pela petista.

O resultado, entretanto, foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral: Flávio recebeu 48,21% dos votos, contra 51,79% de Lula. Com a saída do Senado, termina também o foro vinculado ao mandato. Há uma ressalva importante: os inquéritos nos quais ele já é formalmente investigado devem permanecer no Supremo, conforme o entendimento firmado pela Corte em 2025 para possíveis crimes praticados no cargo e em razão das funções.

É nesse ponto que as reportagens mudam de tom. Uma delas descreve a saída do Congresso como uma situação de “acentuada fragilidade perante a Justiça”. A Polícia Federal conduz duas apurações sob sigilo: uma examina a suspeita de que Flávio teria participação econômica ou societária em negócios do advogado Willer Tomaz; a outra investiga recursos destinados ao filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. Flávio e Tomaz negam manter sociedade.

Outra análise adota linguagem ainda mais incisiva: afirma que, sem a proteção associada ao mandato, o senador “deve se preocupar”, porque as investigações sobre os negócios de Tomaz estariam avançadas. O inquérito também apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro, ocultação de bens e evasão de divisas, além do cadastro de Flávio como “usuário master” de uma conta ligada a uma empresa do advogado.

Assim, as fontes concordam sobre a ruptura política, mas distinguem suas consequências: o fim do mandato amplia a exposição de Flávio, sem necessariamente retirar do STF os casos que já tramitam na Corte.

https://resumosbrasil.com/stories/01a177fb-5d62-36e1-72d7-317e61b6514f

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