Pró-governo diz que Oswaldinho do Acordeon levou o forró além das fronteiras
Pró-governo diz que Oswaldinho do Acordeon levou o forró além das fronteiras
O sanfoneiro, cantor e compositor Oswaldinho do Acordeon morreu após uma trajetória de cerca de seis décadas dedicada à música. A notícia foi divulgada por amigos do artista, entre eles o sanfoneiro Rodolfo Forte e o radialista Orlando Camboim. A causa não foi informada.
Um dos relatos situa a morte no domingo (25) e afirma que o músico tinha 72 anos. Nascido Oswaldo de Almeida e Silva, em Duque de Caxias, ele aprendeu a tocar de forma autodidata, incentivado pelo pai, Pedro Sertanejo. Ainda criança, conviveu com Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Sivuca — referências que ajudaram a moldar sua linguagem. Chico César resumiu a comoção: “Adeus, mestre Oswaldinho do Acordeon. Você e sua música seguem em nossos corações”.
O segundo relato traz uma divergência de data, indicando domingo (26), mas coincide no essencial: Oswaldinho foi um dos artistas que mais alargaram as fronteiras do forró. A diferença está no foco. Enquanto a primeira narrativa ressalta a formação autodidata e a precocidade — ele participou de um disco do pai aos nove anos e gravou o primeiro single aos 12 —, a outra destaca os estudos de música erudita, as colaborações e a projeção fora do país.
Álbuns dos anos 1970, como Fantástico Oswaldo Silva, Só Quero um Xodó e Oswaldinho, consolidaram seu nome. Já Forró in Concert, de 1981, misturou ritmos nordestinos a referências como Beethoven e abriu espaço para apresentações na Europa. Ao longo de mais de 20 discos, Oswaldinho também trabalhou com nomes como Rita Lee, Elba Ramalho, Ney Matogrosso, Milton Nascimento, Tom Zé e Moraes Moreira.
As abordagens variam, mas o retrato final é o mesmo: Oswaldinho não abandonou a tradição para experimentar. Usou a tradição como ponto de partida — e fez da sanfona uma ponte entre o forró, o jazz, o blues, o rock e a música de concerto.
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