Sala-cofre vira foco de disputa após TSE negar retirada de fiscais do PL
Sala-cofre vira foco de disputa após TSE negar retirada de fiscais do PL
O Tribunal Superior Eleitoral reagiu de forma categórica à acusação de Flávio Bolsonaro de que fiscais do PL teriam sido retirados da sala-cofre durante a apuração do segundo turno. “A afirmação é falsa”, declarou a Corte, acrescentando que o local “não é um espaço aberto à visitação”.
A distinção feita pelo tribunal é central: a sala-cofre não seria destinada à circulação de fiscais, mas os ambientes próprios para acompanhar a totalização e a divulgação dos votos permaneceram acessíveis. Segundo o TSE, dois representantes do PL acompanharam o Teste de Integridade das Urnas, passaram pela Sala dos Partidos Políticos e estiveram na Sala de Totalização. Registros de presença e filmagens comprovariam essa participação.
Flávio apresentou uma leitura oposta. Após a confirmação da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou: “Os nossos fiscais do PL foram retirados de dentro da sala-cofre a partir do momento que essa eleição foi tomada”. O argumento integrou uma contestação mais ampla: o candidato anunciou que pediria a anulação da votação, alegando insegurança provocada pela prorrogação nacional do horário eleitoral.
Esse contexto amplia a controvérsia para além do acesso físico. As campanhas de PL e PT haviam solicitado extensões pontuais por problemas como chuvas, falta de energia e transporte. Posteriormente, o ministro Cristiano Zanin determinou a prorrogação nacional, mantendo fechadas as urnas que já haviam encerrado a votação e autorizando apenas as seções ainda abertas a continuar recebendo eleitores.
Assim, as versões divergem no ponto decisivo. Flávio associa a retirada alegada e a mudança de horário a dúvidas sobre o resultado; o TSE separa a sala-cofre das áreas de fiscalização e afirma que o PL acompanhou os procedimentos autorizados até o fim da apuração.
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