Denúncias de sabotagem elevam tensão em eleição decisiva para Netanyahu

A oposição relata cédulas danificadas ou ausentes, enquanto Netanyahu tenta preservar sua maioria diante de rivais que prometem rever a segurança e as instituições de Israel.
Denúncias de sabotagem elevam tensão em eleição decisiva para Netanyahu

Denúncias de sabotagem elevam tensão em eleição decisiva para Netanyahu
Os israelenses foram às urnas para escolher os 120 integrantes do Knesset — mas o resultado dependerá tanto dos votos quanto das alianças costuradas depois deles. Nenhuma força costuma conquistar sozinha os 61 assentos necessários para governar, o que transforma a eleição em um teste não apenas de popularidade, mas de capacidade de formar uma coalizão.

Benjamin Netanyahu, de 77 anos, tenta permanecer no poder à frente do Likud, apoiado por grupos nacionalistas e religiosos. Ele explora a proximidade com o presidente americano Donald Trump e projeta a imagem de um dirigente capaz de garantir a segurança externa. Gadi Eisenkot, ex-comandante das Forças Armadas e líder do centrista Yashar, contrapõe uma agenda de reorganização institucional e sustenta que o futuro do governo deve ser decidido pelos próprios israelenses. Outros adversários, entre eles Naftali Bennett, Yair Lapid, Avigdor Lieberman e Yair Golan, disputam o eleitorado descontente.

A segurança une as campanhas como prioridade, mas divide os candidatos sobre responsabilidades e soluções. Os ataques do Hamas de outubro de 2023, a condução das guerras em Gaza e no Líbano, a isenção militar dos ultraortodoxos e a reforma do Judiciário ampliaram o contraste entre a continuidade defendida pelo governo e a mudança proposta pela oposição.

A tensão cresceu durante a votação. O Yashar acionou o Comitê Central de Eleições após receber relatos de cédulas “danificadas ou removidas” em seções pelo país. Para o partido, o volume de ocorrências levanta “sérias suspeitas” de uma tentativa “sistemática e deliberada de sabotar o processo democrático”. O Povo de Israel apresentou queixa semelhante, alegando que suas cédulas estavam ausentes ou haviam sido viradas para parecer em branco. A comissão foi instada a inspecionar os locais e repor o material.

Assim, duas disputas avançam em paralelo: Netanyahu luta para conservar uma coalizão; seus rivais, para convencer o eleitorado de que a alternância é possível — e de que cada voto será contado corretamente.

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