Pró-governo diz que pênalti dramático devolve liderança ao Flamengo, mas lance divide especialistas

O Flamengo superou a pressão pós-Libertadores, venceu o Atlético-MG por 3 a 2 e ultrapassou o Palmeiras. A penalidade decisiva foi admitida por Renan Lodi, embora ex-árbitros discordem sobre a marcação.
Pró-governo diz que pênalti dramático devolve liderança ao Flamengo, mas lance divide especialistas

Pró-governo diz que pênalti dramático devolve liderança ao Flamengo, mas lance divide especialistas
Quatro dias depois de cair diante do Estudiantes na semifinal da Libertadores, o Flamengo entrou no Maracanã sob cobrança — com vaias ao técnico Leonardo Jardim e faixas afirmando que o “Brasileiro é obrigação”. A resposta veio com drama: vitória por 3 a 2 sobre o Atlético-MG, graças ao pênalti convertido por Carrascal nos acréscimos.

As leituras da partida convergem sobre o poder de reação rubro-negro. Bernard abriu o placar cedo, mas Plata e Arrascaeta viraram ainda no primeiro tempo. Renan Lodi empatou após o intervalo e devolveu momentaneamente a ponta ao Palmeiras. Quando o empate parecia definido, Léo Pereira caiu depois de uma disputa com Lodi, e o árbitro Rodrigo José Pereira de Lima apontou a marca da cal.

É justamente aí que as interpretações se separam. Renan Lodi reconheceu sua responsabilidade: “Acabei chutando o pé dele. Eu assumo, fiz o pênalti”. Guilherme Ceretta e Ulisses Tavares também consideraram correta a decisão. Emídio Marques discordou: para o ex-árbitro, houve antes uma carga de Léo Pereira nas costas do lateral atleticano, e a primeira falta deveria ter sido marcada. Em sua avaliação, o pênalti foi assinalado “erradamente”.

A controvérsia não altera o impacto da vitória. O Flamengo chegou a 70 pontos, um acima do Palmeiras, e reassumiu a liderança a seis rodadas do fim. O resultado também garantiu matematicamente uma vaga na Libertadores de 2027: sexto colocado com 50 pontos, o Atlético-MG já não pode alcançar a equipe carioca.

Para o Flamengo, foi uma reação imediata à frustração continental. Para o Atlético, ficou o peso de uma recuperação desperdiçada no último lance. E, para a arbitragem, mais um episódio decisivo aberto a interpretações opostas.

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