Pró-governo diz que pergunta sobre petistas antecedeu morte de policial em bar de MT

Testemunhas apontam motivação política no ataque que matou Emilson Ormond Souza. O suspeito foi preso sem reagir, mas sua versão ainda não é conhecida.
Pró-governo diz que pergunta sobre petistas antecedeu morte de policial em bar de MT

Pró-governo diz que pergunta sobre petistas antecedeu morte de policial em bar de MT
Um madeireiro de 59 anos foi preso sob suspeita de matar a tiros o policial civil Emilson Ormond Souza, de 56, em Campo Novo do Parecis, na zona rural de Mato Grosso. Segundo a Polícia Civil, ele estava escondido em uma fazenda de familiares em Brasnorte, não reagiu à prisão e foi transferido para responder por homicídio.

O ponto central da apuração é a possível motivação política. Testemunhas relataram que, após o resultado das eleições, o suspeito parou em um bar e perguntou “quem no local era ‘petista’”. Em seguida, teria sacado uma arma e disparado contra os frequentadores. Uma segunda publicação adotou uma formulação mais incisiva ao afirmar, já no título, que o madeireiro teria invadido o estabelecimento antes de fazer a pergunta e matar o policial.

Apesar da diferença de ênfase — um relato fala em parada no bar, o outro em invasão — ambos associam o início do ataque à identificação política das pessoas presentes. A primeira reportagem, porém, atribui essa reconstrução a informações iniciais de testemunhas, mantendo a motivação como hipótese sob investigação.

Emilson reagiu aos disparos, mas foi atingido no tórax e morreu. Outra pessoa ficou ferida no pé. O investigador tinha 24 anos de carreira, trabalhava havia duas décadas na delegacia local e deixou quatro filhos.

A identidade do suspeito não havia sido divulgada, o que impediu a localização de sua defesa. Assim, até o momento, o caso reúne a narrativa das testemunhas e as informações policiais, sem a versão do homem preso.

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