Pró-governo diz que Tetsuya Chiba deixa um legado que atravessa gerações
Pró-governo diz que Tetsuya Chiba deixa um legado que atravessa gerações
Tetsuya Chiba, cocriador do clássico mangá de boxe “Ashita no Joe”, morreu aos 87 anos em um hospital de Tóquio. A morte, ocorrida em 22 de outubro, foi anunciada pela editora Kodansha. Após sete décadas de carreira, ele deixa uma obra que uniu esporte, dificuldades sociais e esperança no Japão do pós-guerra.
Um dos relatos apresenta Chiba como um “titã do mangá” e coloca no centro sua habilidade para retratar o crescimento físico e emocional de jovens atletas. Suas histórias passavam pelo boxe, golfe e kendo, mas iam além das competições: abordavam pobreza, desespero, alegria e otimismo. A Kodansha resumiu sua influência afirmando que “incontáveis artistas de mangá iniciantes levaram muito a sério as palavras do mestre Chiba” ao buscar uma carreira profissional.
Outro relato dá mais peso à trajetória de “Ashita no Joe”, publicada entre 1968 e 1973, com roteiro de Ikki Kajiwara sob o pseudônimo Asao Takamori. A série acompanha Joe Yabuki, jovem que aprende boxe em um centro de detenção juvenil e avança até o circuito profissional. O impacto foi tamanho que fãs chegaram a organizar um funeral simbólico para um personagem.
As duas abordagens não divergem; elas se completam. Uma ressalta a força narrativa e o alcance popular da obra, adaptada para anime, cinema, teatro e videogames. A outra amplia o foco para o papel institucional de Chiba, que ensinou em universidades, presidiu uma associação de cartunistas e recebeu a Ordem da Cultura do Japão em 2024.
Mais que o desenhista de uma série célebre, Chiba ajudou a transformar o mangá esportivo em retrato social — e sua influência continuou fora das páginas, entre artistas que encontraram nele um mestre e uma referência.
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