Pró-governo diz que pressão contra o rebaixamento derrubou Seabra no Coritiba
Pró-governo diz que pressão contra o rebaixamento derrubou Seabra no Coritiba
O Coritiba decidiu agir antes que a proximidade da zona de rebaixamento virasse emergência. Fernando Seabra foi demitido nesta terça-feira (27), um dia depois da derrota por 1 a 0 para o Grêmio, no Couto Pereira. Sem vencer havia sete partidas, o time aparecia em 12º lugar, com 39 pontos — cinco acima da zona de queda.
O contraste é direto: enquanto os resultados pressionavam por uma ruptura, o clube adotou um tom elogioso na despedida. Em comunicado, agradeceu ao treinador e à comissão pelo “profissionalismo, dedicação e compromisso” e informou que a equipe ficará, por enquanto, sob o comando da comissão técnica permanente. Os auxiliares Álvaro Martins e Vinicius Rovaris também deixaram seus cargos.
Seabra havia chegado após o título da Série B de 2025, encarregado de conduzir o retorno à elite. Sai com 42 jogos, 14 vitórias, 13 empates e 15 derrotas — aproveitamento de 43,6%. A queda diante do Grêmio, porém, encurtou a margem para insistência: restam seis rodadas, e o Coritiba ainda enfrentará Vitória, Internacional, Santos, Bahia, Flamengo e Palmeiras.
A demissão também conta uma história maior do que a crise no Couto Pereira. Seabra tornou-se o 20º técnico desligado durante o Brasileirão de 2026, em uma lista que inclui profissionais que passaram por mais de um clube. Em sentido oposto, Bahia, Palmeiras, Red Bull Bragantino, Mirassol, Athletico-PR e Vitória ainda mantinham seus treinadores.
Assim, duas pressões se encontram: a necessidade imediata de preservar o Coritiba na Série A e a cultura de mudanças que atravessa o campeonato. A primeira resposta caberá à comissão permanente, sábado (31), contra o Vitória, novamente no Couto Pereira.
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