Pró-governo diz que três prisões destravam investigação sobre 20 corpos em São Paulo

Dez pessoas foram identificadas em quatro homicídios, mas sete ainda são procuradas. A polícia vê avanços, embora descarte, por enquanto, provas de uma conexão entre todos os casos.
Pró-governo diz que três prisões destravam investigação sobre 20 corpos em São Paulo

Pró-governo diz que três prisões destravam investigação sobre 20 corpos em São Paulo
A Polícia Civil de São Paulo prendeu três homens e identificou outros sete investigados — cinco adultos e dois adolescentes — em apurações relacionadas a quatro assassinatos. As ocorrências fazem parte de um conjunto de 20 corpos encontrados entre 5 de setembro e 26 de outubro: 15 na capital e cinco em municípios da região metropolitana.

O avanço policial, porém, convive com uma ressalva decisiva. Embora alguns corpos tenham sido abandonados em espaços públicos e envolvidos em sacos plásticos, tecidos ou outros materiais, os investigadores afirmam que essas semelhanças não comprovam ligação entre os crimes nem apontam para uma autoria comum.

As prisões ocorreram em investigações distintas. Um homem de 44 anos é suspeito de participar de um homicídio no Jaçanã; outro, de 40, é investigado pela morte de um jovem de 22 anos encontrado no Jardim Arpoador. O terceiro, de 39 anos, foi inicialmente detido por uso de documento falso, mas acabou indiciado depois que a polícia reuniu elementos sobre sua possível participação em outro assassinato.

Há também diferença na contagem. O balanço oficial reúne 20 mortes, enquanto um levantamento anterior citado por uma das reportagens apontava 24 corpos. A explicação é que nem toda localização de cadáver foi incorporada à mesma sequência de investigações.

A diretora do DHPP, Ivalda Aleixo, resumiu a tensão entre resultado e prudência: “A identificação dos suspeitos representa um avanço importante, mas o trabalho continua até que todas as circunstâncias dos crimes sejam esclarecidas e os responsáveis sejam levados à Justiça”. Assim, as capturas reforçam a resposta policial, mas ainda não resolvem as principais perguntas: quem matou, por quê e se existe alguma conexão entre os casos.

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