Nova prisão de Senival Moura reacende suspeitas sobre dinheiro do PCC nos ônibus de SP
Nova prisão de Senival Moura reacende suspeitas sobre dinheiro do PCC nos ônibus de SP
O vereador paulistano Senival Moura (PT) voltou a ser preso na manhã do dia 28, depois de ter sido libertado por decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo em 5 de agosto. Ele é investigado por suspeita de participação em um “suposto esquema de lavagem de dinheiro” ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e a empresas de ônibus da capital.
A nova detenção ocorreu após o Ministério Público recorrer da soltura. Além de Moura, outras seis pessoas ligadas à Transunião tiveram a prisão novamente decretada pelo TJ-SP. Os mandados foram cumpridos pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais, em ação conjunta com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado.
De um lado, a investigação sustenta que o vereador teria ajudado a lavar recursos do PCC por meio de empresas do transporte público. A Transunião, segundo a apuração citada, é suspeita de ser administrada por integrantes da organização criminosa. O caso também envolve indícios de ocultação de patrimônio e movimentações financeiras consideradas suspeitas.
Do outro, o histórico recente revela uma disputa processual ainda em curso: uma desembargadora da 11ª Câmara Criminal havia autorizado a libertação do parlamentar, mas o recurso do Ministério Público levou ao restabelecimento da prisão. Isso não equivale a uma condenação, e o material fornecido não informa se houve denúncia formal ou julgamento.
Também não foi apresentada a posição de Moura, de sua defesa, do PT ou da Transunião. Assim, o quadro disponível expõe com detalhes a tese dos investigadores, mas não permite confrontá-la com a resposta dos investigados — uma ausência relevante num caso em que suspeitas graves convivem com decisões judiciais divergentes.
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