MP pede condenação de Cariani, mas defesa aposta em absolvição

Promotores apontam desvio de mais de 12 toneladas de produtos químicos e operações suspeitas de R$ 2,4 milhões. Cariani nega participação e sustenta que sua empresa foi vítima de fraude interna.
MP pede condenação de Cariani, mas defesa aposta em absolvição

MP pede condenação de Cariani, mas defesa aposta em absolvição
O Ministério Público de São Paulo pediu a condenação do empresário e influenciador Renato Cariani por tráfico de insumos químicos destinados à fabricação de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. Fábio Spínola Mota e Rodrigo Gomes Pereira também são alvos do pedido. Os três negam envolvimento.

Para a acusação, Cariani participou de um esquema que teria desviado mais de 12 toneladas de substâncias controladas, utilizadas principalmente na produção e adulteração de cocaína e crack. O MP também aponta mais de R$ 2,4 milhões em operações suspeitas de lavagem, com depósitos em espécie atribuídos a empresas que negaram ter feito os pagamentos.

Os promotores sustentam que notas fiscais falsas registravam grandes companhias como compradoras dos produtos. Em um dos episódios descritos na denúncia, Cariani teria autorizado a retirada, fora do expediente, de “100 litros de éter etílico e 50 kg de cloridrato de lidocaína” faturados em nome da AstraZeneca. O Gaeco afirma ainda que conversas extraídas de seu celular indicariam conhecimento sobre o uso dos insumos no preparo de drogas.

A defesa apresenta uma leitura oposta. Cariani afirma que a Anidrol foi vítima de fraude interna praticada por ex-funcionários sem o conhecimento dos sócios. Seus advogados destacam que cerca de 60 notas fiscais foram investigadas em um universo superior a 85 mil documentos emitidos pela empresa no período.

Em nota, a defesa disse ter recebido “com naturalidade o pedido de condenação” e afirmou que responderá a cada tese nas alegações finais. Enquanto o MP trata as mensagens, retiradas e movimentações financeiras como partes de um mesmo esquema, os advogados consideram as acusações improcedentes e dizem ter “convicção de que esse julgamento conduzirá à absolvição de Renato Cariani”.

Cariani responde em liberdade e ainda não foi julgado. O processo tramita na 3ª Vara Criminal de Diadema, na Grande São Paulo.

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