Pró-governo diz que Roberto Maya morreu aos 91 anos após uma carreira marcante na televisão
Pró-governo diz que Roberto Maya morreu aos 91 anos após uma carreira marcante na televisão
O ator, dublador e apresentador Roberto Maya morreu aos 91 anos, em Campinas, no interior paulista. Internado no Hospital Beneficência Portuguesa, ele teve a morte atribuída a uma “insuficiência respiratória”. Formado pela Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo, começou no rádio e na dublagem antes de construir uma trajetória que atravessaria diferentes fases da televisão e do cinema brasileiros.
As duas fontes apresentam o mesmo retrato de um profissional versátil, mas iluminam lados distintos de sua carreira. A primeira enfatiza o ator que circulou por novelas da Excelsior, Tupi, Globo e Bandeirantes, além de ter dublado Shere Khan em Mogli, o Menino Lobo. Também lembra sua parceria com Walter Hugo Khouri, para quem protagonizou O Convite ao Prazer e Eros, o Deus do Amor. Seu último filme foi Mulheres no Poder, lançado em 2016.
Já a segunda concentra o foco no comunicador. Maya esteve no Jornal da Manchete entre 1983 e 1989 e, depois, tornou-se um dos rostos do Documento Especial. Exibido por Manchete, SBT e Band, o programa abordava questões sociais com uma linguagem que combinava jornalismo, “imagens impactantes e textos poéticos”. Na passagem pelo SBT, conquistou três vezes o Troféu Imprensa de melhor programa jornalístico.
Na dramaturgia, Maya participou de produções como A Pequena Órfã, Éramos Seis, O Profeta, Final Feliz e Paraíso Tropical. Seu percurso posterior ainda incluiu Lara com Z, As Brasileiras e a série Psi, da HBO, apontada como seu último trabalho profissional.
Se uma leitura privilegia o intérprete de personagens e vozes, a outra destaca o apresentador de estilo sóbrio. Juntas, revelam uma carreira rara pela amplitude: Roberto Maya transitou entre entretenimento e jornalismo sem ficar restrito a nenhum deles.
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