Pró-governo diz que gramado da Vila pesou em empate que ameaça o Palmeiras

Abel Ferreira atacou as condições do campo após o 0 a 0, mas o Santos criou mais finalizações e reclamou de dois possíveis pênaltis. O Palmeiras segue em segundo e pode ver o Flamengo abrir vantagem.
Pró-governo diz que gramado da Vila pesou em empate que ameaça o Palmeiras

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O 0 a 0 na Vila Belmiro deixou uma disputa de narrativas. O Santos teve mais posse no início, produziu 15 finalizações contra 12 do Palmeiras e reclamou de dois possíveis pênaltis. O time alviverde, por sua vez, concentrou suas melhores oportunidades na reta final, quando Diógenes impediu Vitor Roque de decidir o clássico.

O resultado manteve o Palmeiras na vice-liderança, com 70 pontos, atrás do Flamengo pelo número de vitórias. Também abriu a possibilidade de o rival ampliar a vantagem — um custo alto para uma equipe que entrou em campo precisando vencer.

Abel Ferreira preferiu começar pelo estado do campo. “É lamentável que se deixe e não haja uma regulamentação séria, como há na Europa”, afirmou. Para o treinador, “a primeira coisa” necessária a um bom espetáculo é um gramado adequado. Ainda assim, classificou o duelo como equilibrado, mas sustentou que o Palmeiras teve mais oportunidades.

Essa avaliação contrasta parcialmente com os números e com o roteiro da partida. O Santos foi mais perigoso durante boa parte do confronto, parou em Carlos Miguel e ainda viu Arthur afastar uma finalização sobre a linha. Já o Palmeiras ameaçou sobretudo nos minutos finais, incluindo a defesa decisiva de Diógenes diante de Vitor Roque e a bola de Larson que passou rente à trave.

Abel ampliou a crítica para além da Vila. Segundo ele, os clubes são “incapazes de se organizar” porque pensam em seus próprios interesses, enquanto debates sobre estrutura recebem menos atenção do que confusões e expulsões. Apesar do tropeço, rejeitou qualquer sinal de rendição: “Nós continuamos a lutar por esse título.”

Assim, o empate pode ser lido de duas formas: como consequência de um campo abaixo do padrão cobrado pelo Palmeiras ou como reflexo da falta de eficiência de ambos. Para o Santos, ficou o gosto das chances e dos pênaltis pedidos; para Abel, a cobrança por condições melhores — e dois pontos potencialmente decisivos deixados para trás.

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