Pró-governo diz que virada do Fluminense expõe drama do Inter e tensão no Maracanã
Pró-governo diz que virada do Fluminense expõe drama do Inter e tensão no Maracanã
O Fluminense saiu do Maracanã com uma vitória tão valiosa quanto improvável. Alan Patrick colocou o Internacional na frente aos 54 segundos do segundo tempo, mas Hércules empatou aos 33 minutos e Lucho Acosta completou a virada no último lance. O 2 a 1 levou o time carioca a 54 pontos, na quinta posição, e encerrou uma série de três derrotas no Brasileirão.
Para o Flu, foi uma reação que devolve fôlego à disputa pelo G4. Para o Inter, porém, o desfecho aprofundou a crise: o clube permaneceu com 35 pontos, em 16º, ao alcance de concorrentes diretos contra o rebaixamento. A derrota também abriu caminho para uma possível aproximação de Grêmio e Corinthians.
As leituras sobre a partida se separam na arbitragem. O capitão colorado Alan Patrick reclamou de um possível segundo cartão amarelo para Renê, que segurou Bruno Gomes perto da área quando já estava advertido. “Faltou personalidade para o árbitro dar o segundo cartão para o Renê, uma falta clara para cartão”, afirmou. O meia também contestou um lance envolvendo Thiago Silva no primeiro tempo, embora tenha reconhecido que “agora não adianta ficar lamentando”.
Do lado tricolor, a vitória tampou — ao menos por uma noite — a tensão entre torcida e jogadores. Hulk foi substituído quando o Fluminense perdia, ouviu vaias e discutiu com um torcedor antes de se sentar no banco. Ganso, Savarino e Canobbio também foram criticados. Contratado como principal nome do ataque, Hulk soma sete gols e seis assistências em 21 partidas, mas atravessa um período de desempenho irregular.
Assim, o mesmo jogo entregou dois retratos opostos: celebração tardia e esperança renovada para o Fluminense; indignação, pressão e risco crescente para o Internacional.
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