Pró-governo diz que Bahia resiste à reação do São Paulo e se aproxima da Libertadores
Pró-governo diz que Bahia resiste à reação do São Paulo e se aproxima da Libertadores
O Bahia precisou mostrar duas versões para vencer o São Paulo por 3 a 2 na Fonte Nova. A equipe de Rogério Ceni foi dominante no começo, abriu dois gols em dez minutos com Rodrigo Nestor e Erick Pulga, mas permitiu que Lucas Moura e Damián Bobadilla empatassem antes do intervalo. Marcos Victor decidiu de cabeça na etapa final, levando o time baiano a 53 pontos e ao sexto lugar provisório.
Pelo lado vencedor, o resultado trouxe alívio, não tranquilidade. A leitura foi de um Bahia “dominante e criativo no campo de ataque, mas inconsistente na defesa”. As mudanças de Ceni recuperaram a presença ofensiva no segundo tempo, e a bola parada definiu uma partida em que o time alternou controle, insegurança e reação. A vitória sustenta a busca pela Libertadores, mas a oscilação segue como alerta antes do confronto direto com o Cruzeiro.
No São Paulo, a interpretação foi mais dura. Lucas apontou falhas de concentração nos três gols: “Conseguimos o mais difícil, que era empatar a partida e até dominar um pouco. No segundo tempo, dormimos novamente no terceiro gol. Não pode acontecer. Em jogos assim, um erro é fatal”.
A reação paulista, portanto, funcionou mais como contraste do que como consolo. O time começou vulnerável, encontrou seus melhores minutos no fim da primeira etapa e voltou a perder organização física e técnica quando o Bahia retomou o controle. A repetição de erros defensivos foi tratada como um retrato da campanha irregular do clube.
Nem o primeiro gol de Lucas em 249 dias evitou outra marca incômoda: o São Paulo chegou a 17 partidas sem vencer como visitante, com 12 derrotas e cinco empates, igualando uma sequência registrada entre 1979 e 1980. Enquanto o Bahia olha para cima, o São Paulo chega pressionado ao clássico contra o Corinthians.
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