Pró-governo diz que empate expõe visões opostas de Santos e Palmeiras
Pró-governo diz que empate expõe visões opostas de Santos e Palmeiras
O placar foi o mesmo para os dois lados, mas as leituras ficaram longe de um empate. Santos e Palmeiras terminaram o clássico na Vila Belmiro em 0 a 0, pela 33ª rodada, depois de o time da casa criar as principais chances e o visitante ameaçar com mais força nos minutos finais.
No Santos, a frustração passou por dois possíveis pênaltis, em lances envolvendo Giay e Larson. Cuca, porém, evitou transformar a arbitragem em culpada. “Poderia ter dado o pênalti, mas poderia não ter dado. Não são erros gravíssimos, foi interpretativo”, afirmou. Para o treinador, o Peixe foi melhor durante mais tempo, embora pudesse ter perdido nos dez minutos finais.
Abel Ferreira deslocou o foco da arbitragem para o campo. Antes de analisar o jogo, questionou se o gramado estava à altura das duas equipes e classificou como “inacreditável” a realização da partida naquelas condições. Dentro das quatro linhas, divergiu de Cuca: “Na minha opinião, jogo equilibrado com mais oportunidades para o Palmeiras”.
As avaliações se encontram em um ponto: ambos enxergaram chances reais dos dois lados. O Santos teve maior volume e cobrou as decisões nos lances de mão; o Palmeiras valorizou sua reação final, quando Diógenes impediu Vitor Roque de marcar e Larson passou perto no último ataque.
Na tabela, contudo, o impacto pesa mais sobre o Palmeiras. A equipe chegou a 70 pontos, mas permaneceu atrás do Flamengo pelo número de vitórias. Mesmo com a possibilidade de o rival abrir vantagem, Abel descartou rendição: “Não vamos abrir mão de nada”. O Santos, por sua vez, ficou em oitavo, com 47 pontos — frustrado pelo resultado, mas reforçado pela atuação.
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