Paulo Guedes entra na mira da PF enquanto investidores cobram milhões da OnilX
Paulo Guedes entra na mira da PF enquanto investidores cobram milhões da OnilX
A Polícia Federal investiga o ex-ministro da Economia Paulo Guedes e o empresário Fábio Lino de Almeida, proprietário da OnilX, por suspeitas de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. Aberto em fevereiro de 2026, o inquérito tramita sob sigilo na Justiça Federal do Paraná e conta com a participação do Ministério Público Federal.
Nas diferentes coberturas, o ponto central é o mesmo: a presença de Guedes teria ajudado a conferir credibilidade à plataforma. O ex-ministro prestou consultoria, participou de reuniões estratégicas e eventos para investidores e apareceu em materiais institucionais. Em uma publicação, a OnilX classificou como de “alta relevância estratégica” um encontro de Guedes com Fábio Lino e executivos da Visa.
A divergência está menos nos fatos relatados do que na ênfase. Enquanto uma abordagem destaca a suspeita de que a atuação de Guedes tenha contribuído para atrair investidores com promessa de rendimentos de até 2,8% ao mês, outra sublinha que sua participação, isoladamente, não comprova envolvimento em irregularidades.
O elo entre reputação e prejuízo aparece nas ações judiciais. Um casal que cobra R$ 876,5 mil afirma ter mantido e ampliado os aportes após uma reunião com Guedes, mas diz não ter conseguido resgatar o dinheiro quatro meses depois. Em outro processo, uma assessora teria afirmado que o ex-ministro “tá dentro da empresa” ao oferecer uma reunião a potenciais clientes com R$ 3 milhões a R$ 5 milhões disponíveis.
A OnilX acumulou 108 ações judiciais entre junho e setembro, segundo levantamento citado pelas reportagens. A empresa nega irregularidades e sustenta que atua regularmente com ativos virtuais. A CVM suspendeu determinadas ofertas públicas do grupo, mas esclareceu que a restrição não alcança a simples intermediação de criptoativos sem promessa de rendimento ou contrato de investimento.
Guedes e Fábio Lino são investigados, não condenados. Como o procedimento permanece sigiloso, ainda não estão públicas as condutas específicas atribuídas a cada um.
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