Motorista de Porsche é condenado a 17 anos após admitir consumo de álcool
Motorista de Porsche é condenado a 17 anos após admitir consumo de álcool
O Tribunal do Júri de São Paulo condenou Fernando Sastre de Andrade Filho a 17 anos, um mês e dez dias de prisão, em regime inicialmente fechado, pela morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos. O empresário também perdeu o direito de dirigir e não poderá recorrer em liberdade.
As duas linhas de cobertura convergem sobre o ponto que ganhou peso no julgamento: Sastre admitiu ter consumido bebida alcoólica antes da colisão. Uma delas concentra toda a atenção nessa confissão, apresentada como o elemento decisivo da reta final do caso. A outra amplia o enquadramento e reúne os fatores usados pela acusação para sustentar a responsabilização criminal.
Segundo essa versão mais detalhada, o Porsche conduzido por Sastre atingiu a traseira do Renault Sandero de Ornaldo em 31 de março de 2024, na Avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé, Zona Leste de São Paulo. Um laudo do Instituto de Criminalística estimou que o veículo estava a aproximadamente 136 km/h no momento do impacto — quase três vezes o limite de 50 km/h da via.
O contraste está menos nos fatos do que na ênfase. Enquanto uma abordagem transforma a admissão do consumo de álcool no centro da narrativa, a outra destaca a combinação apontada pela acusação: embriaguez, velocidade extrema e uma colisão fatal.
O julgamento durou dois dias e contou com 11 depoimentos entre as 14 testemunhas arroladas. Entre os ouvidos estavam a policial militar que liberou Sastre do local sem teste do bafômetro e um perito contratado pela família do empresário. Ao final, prevaleceu a tese acusatória — e a resposta do júri foi uma pena superior a 17 anos.
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