Flávio mira nova eleição antes de 2030, mas aliados rejeitam suspeita de fraude

Dos EUA, o senador prevê que uma crise econômica abreviará o governo Lula e aposta no Congresso como foco de resistência. Dados eleitorais e vozes do próprio PL, porém, contradizem suas suspeitas sobre a votação.
Flávio mira nova eleição antes de 2030, mas aliados rejeitam suspeita de fraude

Flávio mira nova eleição antes de 2030, mas aliados rejeitam suspeita de fraude
Em sua primeira transmissão desde que deixou o Brasil, Flávio Bolsonaro vinculou seu futuro político a uma crise que, segundo ele, poderá interromper o novo mandato de Lula. O senador afirmou que a economia será o “principal fator de desgaste” do governo e declarou estar disponível para concorrer novamente: “Eu não estou falando de 2030, não. Eu estou falando de antes disso”. Também definiu o Congresso — sobretudo o Senado — como a “trincheira” da oposição e lançou Rogério Marinho para presidir a Casa.

A projeção veio acompanhada de uma contestação do resultado eleitoral. Flávio disse que Lula marcou “vários gols de mão” e alegou haver episódios “matematicamente impossíveis”, mas não apresentou evidências. Ao justificar a viagem, resumiu sua versão: “Não saí do Brasil, saí pelo Brasil”.

A tese de uma votação antecipada ganhou eco entre apoiadores. Paulo Figueiredo escreveu que haverá eleições “muito antes” de 2030 e pediu que sejam “eleições limpas”. Eduardo Bolsonaro ampliou a mensagem ao republicá-la em sua conta.

O contraponto alcança, porém, o próprio PL. Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio e agora seu candidato ao comando do Senado, reconheceu: “O PL não pode fazer essa afirmação porque não tem prova nesse sentido”. Dados do TSE também enfraquecem a suspeita sobre a votação estendida: foram registrados 34.393 votos depois das 17h, ante uma vantagem de 4,43 milhões de votos para Lula.

Há ainda disputa pela liderança da direita. Marcos Pereira, presidente do Republicanos, reagiu exaltando Tarcísio de Freitas e advertindo que “o ego não pode falar mais alto que o bom senso”. Assim, enquanto Flávio tenta transformar a distância em plataforma política, enfrenta duas barreiras: a ausência de provas para suas acusações e a resistência, dentro da própria oposição, à sua pretensão presidencial.

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