Oposição diz que Moraes deve deixar caso de Flávio Bolsonaro

A defesa do senador tenta transferir a investigação para André Mendonça, afastar Alexandre de Moraes e recuperar seu passaporte. A PF apura suspeitas financeiras, enquanto os advogados atribuem os vínculos com Willer Tomaz a uma amizade.
Oposição diz que Moraes deve deixar caso de Flávio Bolsonaro

Oposição diz que Moraes deve deixar caso de Flávio Bolsonaro
A defesa de Flávio Bolsonaro abriu três frentes no Supremo Tribunal Federal: quer afastar Alexandre de Moraes da relatoria, transferir o caso para André Mendonça e derrubar a ordem de recolhimento do passaporte do senador. Os advogados afirmam que ele tem “integral disposição de colaborar com a investigação” e comparecerá sempre que for convocado.

O argumento para levar o processo a Mendonça é técnico. Segundo a defesa, o ministro já supervisiona apurações relacionadas à Operação Sem Desconto e seria, por prevenção, o “juiz natural” do caso. Em contraste, o pedido contra Moraes sustenta que há dúvida sobre sua imparcialidade porque a investigação alcançaria uma empresa ligada a cotas do avião usado pelo senador — posteriormente destinadas ao escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, em contrato com o Banco Master.

A segunda reportagem apresenta um quadro mais grave: afirma que Flávio está nos Estados Unidos após desrespeitar a proibição de deixar o Brasil. Também diz que a Polícia Federal investiga suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e possíveis conexões com esquemas de apostas. Conforme documento citado pela defesa, procedimentos já sob Mendonça apurariam a mesma estrutura atribuída a Tomaz, descrita pela PF como um “hub financeiro, patrimonial e logístico” de lavagem de capitais.

No centro do embate está a natureza da relação entre Flávio e Willer Tomaz. A PF identificou pagamentos de ao menos três voos de jatinho entre Portugal e França, viagens conjuntas e o uso de um apartamento do advogado para reuniões e gravações de campanha. A defesa responde que a proximidade decorre exclusivamente da amizade, nega relações comerciais ou irregularidades e afirma que o Santander rejeitou a existência de uma conta bancária conjunta.

Assim, os mesmos fatos recebem leituras opostas: para os investigadores, justificam aprofundar as suspeitas; para a defesa, são vínculos pessoais apresentados fora de contexto e submetidos a um relator cuja imparcialidade foi questionada.

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