Flávio aposta em crise de Lula, mas aliado admite falta de provas sobre fraude
Flávio aposta em crise de Lula, mas aliado admite falta de provas sobre fraude
Em uma transmissão dos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro traçou um cenário de ruptura: na avaliação do senador, as dificuldades de Lula para conciliar promessas eleitorais e contas públicas poderiam desencadear uma crise, abreviar o mandato e levar o país novamente às urnas antes de 2030.
A aposta econômica veio acompanhada de uma estratégia institucional. Flávio definiu o Congresso como a nova “trincheira” da oposição e anunciou apoio a Rogério Marinho para a presidência do Senado. Também pediu que eleitores pressionem os parlamentares, defendendo uma direção da Casa capaz de frear iniciativas do governo.
A ideia de uma eleição antecipada ganhou eco entre aliados. Paulo Figueiredo escreveu no X que seria “bobagem” discutir uma candidatura de Flávio apenas em 2030 e afirmou esperar uma nova votação “muito antes disso”. Eduardo Bolsonaro compartilhou a mensagem.
O discurso, porém, mistura projeções políticas com novas suspeitas sobre a eleição. Flávio voltou a falar em acontecimentos “matematicamente impossíveis” e em um suposto “gol de mão”, mas não apresentou documentos, números ou outras evidências de irregularidade. Dados do TSE citados pela imprensa mostram que os votos registrados após as 17h representaram apenas 0,78% da vantagem de Lula e seriam insuficientes para mudar o resultado.
O contraste mais incômodo vem do próprio nome escolhido por Flávio para liderar o Senado. Marinho reconheceu que o partido não dispõe de evidências: “O PL não pode fazer essa afirmação porque não tem prova nesse sentido”. Ele classificou as declarações do correligionário como um desabafo após a derrota.
Assim, os dois convergem na tentativa de fortalecer a oposição no Congresso, mas divergem sobre o terreno eleitoral: Flávio contesta o resultado e antevê uma crise, enquanto Marinho separa a ofensiva política de acusações que o partido não consegue comprovar.
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